Análise: Seleção sobra mesmo sem empolgar e tem testes positivos, mas inconclusivos

Sem contar com 13 convocados, Brasil mostra organização e domina o Peru em vitória por 2 a 0

BRUNO CASSUCCI — RECIFE


Foto Divulgação
Neymar, Everton Ribeiro e Alex Sandro comemoram gol da Seleção — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

A formação, que já havia funcionado no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Chile, voltou a dar certo, mas terá de ser readaptada na próxima rodada das Eliminatórias, diante da Venezuela, quando Tite voltará a contar com Gabriel Jesus e Richarlison, mas não terá Neymar, suspenso.
Embora saia "maior" dessa data Fifa, Everton Ribeiro ainda precisa se provar na Seleção, sobretudo diante de adversários mais fortes e intensos.
Quem também ganhou pontos foram os zagueiros. Éder Militão mudou de lado de um jogo para outro, mas manteve o alto nível. Já Lucas Veríssimo nem parecia estar fazendo sua estreia com a amarelinha e mostrou que está forte na briga pela última das quatro vagas da zaga para a Copa do Catar - as outras, se nenhum imprevisto acontecer, serão de Marquinhos, Thiago Silva e Militão.

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Outro a receber uma valiosa chance foi Gerson, em sua primeira vez como titular. É exagero dizer que o ex-rubro-negro desperdiçou a oportunidade, mas ele esteve abaixo do que pode produzir. O meio-campista distribuiu passes e cumpriu papel tático, mas esteve desatento em alguns lances sem a bola e perdeu uma chance de gol cara a cara no primeiro tempo.
O jogador do Olympique de Marselha se posicionou na maior parte do tempo à frente de Casemiro, num 4-1-3-2, que em alguns momentos também parecia um 4-2-4. Diferentemente de outros jogos, Danilo e Alex Sandro se soltaram mais e foram importantes na construção ofensiva - o lateral-direito, aliás, participou do lance do segundo gol, assim como já havia sido contra o Chile, quando iniciou a jogada que garantiu a vitória.
Neymar, como quase sempre, foi desequilibrante. Recuando bastante para ajudar na construção, ele amarelou um a um os defensores peruanos e foi achando espaços para servir os companheiros antes de também deixar o dele. No segundo tempo, porém, pareceu ter cansado, assim como toda a Seleção. O Peru equilibrou as ações, os erros aumentaram e o duelo foi ficando desinteressante.
Tite aproveitou, então, para novas observações. Entraram Hulk, Edenilson, Daniel Alves, Bruno Guimarães e Matheus Cunha, este último o que melhor aproveitou os minutos em campo.
Ainda tendo um turno inteiro das Eliminatórias pela frente, o Brasil já está praticamente classificado para a Copa do Catar. Daqui até lá, a torcida é para que a Seleção impressione não apenas pelos recordes e números alcançados, mas também pelo futebol apresentado.
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