'Lino'' começou a vida no crime em Nova Andradina e hoje é apontado como mentor do roubo de aviões em MS

Quadrilha liderada por Laudelino Ferreira Vieira roubaram três aeronaves em Aquidauana no último dia (6)

DA REDAÇÃO / IMAGENS: ARQUIVO/POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO


Foto Divulgação

Laudelino Ferreira Vieira, de 42 anos, o “Lino”, nasceu em Ivinhema, mas foi em Nova Andradina que começou a vida no crime, conforme apurou o Jornal da Nova. Em 15 de julho de 1998, há 23 anos o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) Comarca de Nova Andradina, realizava a distribuição por sorteio do processo de “Lino”, por roubo.

 

Laudelino Ferreira Vieira, de 42 anos, o Lino, preso quando foi baleado em confronto com a PRF / Imagens: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação

Naquela época, Laudelino tinha uma quadrilha formada com seu irmão José Aparecido Ferreira Vieira, o “Cesna” e outros integrantes, alguns morreram, trabalhavam no antigo frigorífico Independência, mas a noite saíam para cometer crimes de roubos em residências e comércios, como contaram fontes policiais que prenderam “Lino” em 1998 e “Cesna” em 2004.

 

Hoje, conforme investigações do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), ele é apontado como o mentor do roubo de três aviões do Aeroclube de Aquidauana. Ele fugiu misteriosamente do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, em 2 junho deste ano. Autoridades policiais acreditam que “Lino” esteja na Bolívia, país de onde comandou o roubo.

 

Em 2004, Laudelino era um dos integrantes de uma quadrilha que roubou três aviões e matou o empresário Luís Fernandes de Carvalho em Corumbá. O grupo criminoso fugiu para a Bolívia, mas o avião que Laudelino, Antônio Roberto e o boliviano Miguel Límpias Cabral ocupavam, fez um pouso de emergência na estrada entre Concepción e San Ignacio de Velasco e, o trio acabou preso pela polícia boliviana.

 

Lino preso em junho de 2011 - Foto: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação

Os brasileiros Laudelino Ferreira Vieira, o “Lino” e Antônio Roberto Ramos, foram soltos um mês depois pela Justiça da Bolívia. Eles estavam no presídio de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra, e haviam sido presos em flagrante no dia 11 de janeiro daquele ano, após o roubo de três aviões do pátio da empresa Ocorema, em Corumbá.

 

Neste mesmo ano, seu irmão José Aparecido Ferreira Vieira, o “Cesna”, foi o único que foi preso no Brasil, ele havia sido capturado em Nova Andradina. Ele foi encaminhado para o Estabelecimento Penal de Corumbá.  

 

Em 12 de julho de 2010, “Lino”, com 31 anos, trocou tiros com policiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal), do NOE (Núcleo de Operações Especiais) e PRFs do Rio de Janeiro.

 

Ele usava documento falso com nome de Jairo Santos – e Lauro Moreira dos Santos, de 31 anos. Os dois estavam em uma motocicleta, furaram bloqueio da PRF, trocaram tiros com policiais e acabaram baleados. Durante revista a polícia encontrou cerca de seis quilos de pasta base de cocaína e folhas de coca guardados na mochila dos rapazes.

 

O confronto entre bandidos e inspetores do NOE da PRF ocorreu na BR-262, saída de Terenos, sentido Campo Grande.

Aviões levados pela quadrilha de Lino em Aquidauana - Foto: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação

Já em Campo Grande, numa rotatória, foi preso seu irmão José Aparecido Ferreira Vieira, que tinha 35 anos, ele estava numa caminhonete GMS10, com placas de Nova Andradina, aguardando o recebimento das drogas.

Baleados, os dois caíram da moto Honda/Tornado XR 250, com placa de Presidente Epitácio (SP) e foram imobilizados pelos policiais às margens da rodovia, para aguardar o socorro.

 

O Corpo de Bombeiros Militar realizou o atendimento. Laudelino foi atingido no braço, abdômen, pernas e pé e, segundo os bombeiros, o estado de saúde dele era grave. Já Lauro levou tiros nas costas, pernas e tornozelos. O quadro dele era considerado estável.

 

Desconfiados de que se tratavam de traficantes perigosos e que estariam também envolvidos com tráficos de armas, a PRF solicitou auxílio do helicóptero para vistoriar a residência de José Aparecido, no Jardim Canguru. Os policiais estiveram no local, mas não encontraram drogas nem armas.

 

Nesse mesmo dia, a polícia cumpriu um mandado de prisão de condenação de 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, ele tinha cumprido apenas 6 meses da pena e havia fugido.

 

Dracco investiga o roubo das aeronaves - Foto: Polícia Civil/Divulgação

A PRF constatou que Laudelino possuía em 2010 mais de 30 processos judiciais por crimes como roubo, formação de quadrilha, estelionato, latrocínio e tráfico de drogas.

 

Em 2015, “Lino” foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado pela tentativa de assassinato dos policiais rodoviários federais. Ele ainda foi condenado por tráfico de drogas e uso de documentos falsos, em nome de Jairo dos Santos.

 

Cumpria pena na Máxima de Campo Grande, quando "sumiu" durante o expediente de limpeza da unidade. Ele tinha autorização para trabalhar na faxina da escola localizada no interior do presídio, no dia 2 de junho. A suspeita é de que ele tenha se escondido em um dos carros de empresa terceirizada.



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