Alexandre Pessoa deixa prisão militar com tornozeleira eletrônica

Advogado é acusado de matar Fernanda Ribeiro em abril na cidade de Batayporã

DA REDAÇÃO / IMAGENS: LUIS GUSTAVO/JORNAL DA NOVA/ARQUIVO


Foto Divulgação

Oadvogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, acusado de matar a ex-namorada Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, de 36 anos, em 28 de abril deste ano, ganhou liberdade da Justiça nesta terça-feira (19). Ele estava custodiado no Presídio Militar em Campo Grande desde maio.

Conforme apurou o Jornal da Nova, ele foi liberado por volta do meio dia para colocar tornozeleira eletrônica, vai cumprir monitorado em Nova Andradina e com restrições impostas pela Justiça.

 

Em 17 de setembro, houve uma audiência de instrução sobre o homicídio triplamente qualificado na Comarca de Batayporã, com o juiz Aldrin de Oliveira Russi, onde Alexandre Pessoa participou por videoconferência, seus advogados estiveram presentes no Fórum acompanhando as oitivas das testemunhas.

 

A reportagem entrou em contato com a defesa do acusado, mas respondeu que o processo está em sigilo e que não poderia passar informações, pois poderia prejudicar o seu cliente.

 

Réu por homicídio triplamente qualificado
O processo tramita em sigilo absoluto e denúncia do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) foi apresentada em junho. Na exposição dos fatos a partir do inquérito policial, a acusação aponta que Alexandre matou a namorada, Fernanda, utilizando uma arma branca no dia 28 de abril, entre 18h30 e 19h30.

 

O crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, inclusive se prevalecendo da condição de namorado para a prática do crime. A investigação policial apurou, nas conversas obtidas em um dos celulares de Alexandre, que ele e a vítima marcaram um encontro naquele dia.

Após o feminicídio, Alexandre ainda teria ocultado o cadáver da namorada em um milharal, sendo que o corpo só foi encontrado na manhã seguinte. Para o MPE, o advogado ainda inovou artificiosamente, alterando o estado de pessoa e coisas, com fim de induzir ao erro juiz e perito.

 

Isso porque ficou claro nas investigações que Alexandre tentou criar um falso álibi, enviando mensagens para Fernanda após ter cometido o crime. Também tentou limpar o carro usado no momento do feminicídio e trocou de roupas.

 

O MPE ainda conclui que Alexandre golpeou Fernanda no pescoço, assim causando a morte da vítima. Depois, arrastou o corpo dela até a plantação de milho na beira da estrada. Ele ainda alterou o estado do corpo da vítima, limpando os antebraços dela e retirando os pertences que pudessem identificá-la.

 

Alexandre foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, por emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e cometido contra mulher, por razão da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica. Segundo a acusação, o casal já mantinha uma relação há mais de 1 ano e 8 meses e tinha contrato de união estável.

 



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