Servidoras são investigadas pelo MPE por desvio do auxílio emergencial de vulneráveis em Nova Andradina

MPE instaurou inquérito civil para apurar atos de improbidade administrativa

DA REDAÇÃO / IMAGENS: ARQUIVO/JORNAL DA NOVA


Foto Divulgação

Andrea Servignani e Adriana Ferreira da Silva, servidoras do município de Nova Andradina, são investigadas por suspeita do desvio do auxílio emergencial de pessoas em situação de vulnerabilidade. O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito civil para apurar o ocorrido.

O edital assinado pelo promotor de Justiça Paulo Henrique Mendonça de Freitas foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (19). As investigações tiveram início a partir de uma notícia de fato encaminhada por uma testemunha, relatando com detalhe como os servidores praticaram a ilegalidade, publicou o “Midiamax”.

 

Conforme detalhado, com a chegada da pandemia e o anúncio da liberação do auxílio emergencial para a população, muitos moradores com baixa instrução encontravam dificuldade para efetivar seus cadastros e, por este motivo, procuravam ajuda em um ponto de apoio da prefeitura instalado em frente à Caixa Econômica Federal.

 

No entanto, as informações são de que as servidoras aproveitavam a oportunidade para se apropriar dos dados pessoais das vítimas e, inclusive, fotografavam os documentos para terem acesso ao dinheiro que seria depositado. Ou seja, fingiam que estavam ajudando, quando na verdade estavam se aproveitando destas pessoas.

 

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Apuração foi publicado no Diário do MPE nesta sexta-feira (18) - Foto: Reprodução
Quando chegava o período do pagamento, os moradores não recebiam o dinheiro e iam atrás de informações junto à servidoras que, por sua vez, alegavam que o valor ainda não havia sido transferido ou que o cadastro não havia sido autorizado. Dessa forma, desviaram dinheiro de vários.

 

Até mesmo um morador de rua foi vítima. Consta, inclusive, que o valor que caía na conta das vítimas era diretamente repassado para as contas das servidoras. Elas faziam compras e até pagavam boletos. Diante dos fatos, os suspeitos são investigadas pelo MPE-MS por improbidade administrativa.

O caso foi levado ao conhecimento da Polícia Federal em Dourados, que também abriu investigação. Na Prefeitura Municipal tem um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) em andamento.



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