Amigas com Covid ficam juntas na mesma casa para 'dar leveza' ao isolamento e preservar familiares

G1 MS


Érika, Francyanne e Karina são amigas há sete anos e colecionam diversos momentos e histórias neste tempo todo. O que elas não imaginavam é que o livro delas teria um capítulo em que ficariam tanto tempo juntas, sem contato próximo com ninguém e ainda por estarem doente.


É que as três moradoras de Campo Grande pegaram Covid ao mesmo tempo e decidiram passar os dias de isolamento juntas. Assim, elas amenizam a 'solidão' imposta para não transmissão do novo coronavírus, dividem os cuidados, preservam familiares de possível contágio e tentam fazer desses dias 'difíceis', horas mais leves.

 

Positivo

Érika Valentin, de 26 anos; Francyanne Calvani, de 29 e Karina Pleutim, de 34, viajaram juntas para as festas de fim de ano. No retorno, começaram a ter sintomas gripais e no dia 7 de janeiro, a confirmação: Covid-19.
"Ficamos três dias com sintomas de gripe: tosse e dor de garganta. Acreditamos estar com gripe, mas decidimos fazer o teste para Covid. Conversamos e marcamos de irmos juntas. Para a nossa surpresa deu positivo para Covid. As pessoas que tiveram contato conosco, graças a Deus, negativo. Até uma amiga que conviveu com a gente", conta Karina.
As três estão vacinadas com a segunda dose contra a Covid.
 

Isolamento

Com a confirmação da Covid, veio a necessidade do isolamento. "Então resolvemos nos isolar na minha casa. Como meu filho está viajando com o pai, estou sozinha. E como é a primeira vez que testei positivo, chamei as meninas para nos isolar juntas, pois não sabíamos como poderia ser os sintomas, então uma poderia ajudar a outra", fala Karina.
E uma tem ajudado a outra. São cuidados com medicamentos, atividades para passar o tempo e ainda no preparo das refeições e no recebimento de ingredientes e comidas prontas. Uma outra amiga faz compras de mantimentos quando necessário e deixa para elas as sacolas pendurada na grade do imóvel.

 

"No início achei que não iria dar certo porque temos personalidades diferentes, mas tem dado certo. Nos ajudamos com os horários dos remédios e nos organizamos para cada uma fazer a refeição. Tomamos vitaminas e remédios caseiros que a minha vó passava, e graças a Deus não tivemos sintomas graves além da tosse", fala Érika, que deixou o filho de 2 anos com a mãe e levou para o isolamento a cachorrinha "Saori" para amenizar a saudade de casa.
Érika e Karina pegaram Covid pela primeira vez. Francyanne, pela segunda e sofreu com a perda de parentes para a doença. "Foi muito ruim para nós. Perdi três pessoas", fala.

 

Diante dos riscos de transmissão e para fazer do isolamento dias mais leves, a engenharia civil optou em ficar com as amigas. "Moro com a minha irmã e não quis correr o risco de passar o vírus para ela, já que no ano passado a minha família pegou e foi muito ruim para nós pois perdi três pessoas para o vírus".
E para que os dias fiquem 'menos sofridos', elas tentam se divertir como podem. "Jogamos uno, cantamos karaokê, tentamos gravar tik tok e comemos muito. Creio até que cada uma ganhou uns quilinhos", brinca Francyanne. O dia a dia desse isolamento tem sido compartilhado nas redes sociais das amigas.



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