'Falso médico' tenta aplicar golpe pela internet em familiares de pacientes de hospital público em MS

G1 MS


Familiares e acompanhantes de pacientes internados no Centro de Terapia Intensivo (CTI) do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) sofreram tentativa de golpe virtual, nessa quarta-feira (18). O perfil de um “falso médico” entrou em contato com os familiares por meio de uma rede social, pedindo dinheiro para a realização de tomografia computadorizada.
Conforme o hospital, os familiares e acompanhantes de todos os pacientes internados no CTI Adulto receberam mensagens, em que era informado que o estado clínico do paciente havia se agravado por causa de uma hemorragia.
Desta forma, o paciente precisaria passar urgentemente por um exame de tomografia computadorizada, cujo valor custaria entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil e poderia ser transferido via PIX. Contudo, o hospital atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, nenhum valor é cobrado aos pacientes pelos serviços médicos prestados.

 “Esse golpe é desumano duplamente, porque a família fala ‘a gente pode até não ter esse dinheiro, mas a gente arruma, mas ontem ele estava bem, e hoje está com uma hemorragia interna’. Ou seja, a família fica angustiada pensando como conseguir o dinheiro e preocupada com a saúde do paciente que supostamente teria piorado. É duplamente uma crueldade”, explica a enfermeira responsável-técnica do CTI Adulto, Sabrina Ferreira Furtado Magrin.
 
De acordo com o hospital, a foto utilizada no perfil é de um médico que não compõe a equipe do Hospital Universitário. “Pode ter sido extraída de algum banco de imagens ou perfil de redes sociais”, informa em nota.
O hospital ressalta que os familiares e acompanhantes são alertados com frequência que nenhum serviço é cobrado, assim como informações nunca serão passadas por meio de aplicativos ou redes sociais.
Ao g1, o Hospital Universitário informou que depoimentos e provas estão sendo colhidos junto à Ouvidoria da instituição. “Para depois abrir um processo administrativo para investigar, porque os golpistas tanto podem ter conseguido os contatos com alguém do hospital quanto pela Sesau/Central de Regulação”, completa a nota.
Nenhum familiar ou acompanhante chegou a enviar o valor ao "falso médico".
 



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE