Horário do Comércio de Nova Andradina gera impasse entre patrões e empregados

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Nova Andradina (SECNARE) atribui a responsabilidade pelo atraso ao sindicato patronal,

ASSESSORIA


Foto Divulgação

A regulamentação da jornada de trabalho das 44 horas semanais do comércio de Nova Andradina tem se mostrado como o principal entrave entre as entidades patronal e laboral para a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT 2023/24, que deveria ter sido finalizada em novembro passado, data base da categoria.

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Nova Andradina (SECNARE) atribui a responsabilidade pelo atraso ao sindicato patronal, relatando que a entidade resiste à ideia de regulamentar que a jornada semanal de trabalho seja limitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h, para o comércio em geral e, com jornadas mais flexíveis, para as empresas do gênero alimentício.

Este impasse, que já perdura desde novembro passado, está acarretando prejuízos para todas as partes envolvidas, especialmente para os trabalhadores, uma vez que a vida desses, arrimos de família, está debilitada, uma vez que não possuem uma convivência familiar saudável, onde o sopeso causado pelas jornadas exaustivas de trabalho os priva de tais momentos. Nesse sentido, a regulamentação da jornada laboral é uma segurança para a melhor qualidade de vida destes, sendo que o SECNARE tem esse compromisso com os trabalhadores.

O sindicato rebate os argumentos da entidade patronal aos quais, falsamente, atribui de que seria o sindicato laboral o responsável por dificultar as negociações.

O SECNARE também informa que praticamente todos os demais sindicatos do estado fecharam a CCT da mesma forma proposta pelo SECNARE, o que proporciona segurança para empregados e familiares, uma vez que com a definição de jornada, não estarão expostos a jornadas exaustivas de trabalho e, por consequência, privados do seu convívio familiar.

O sindicato dos comerciários espera que os empresários ajam com bom senso e o diálogo seja possível, a fim de que seja fechada a convenção.

O presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom-MS, Douglas Silgueiro, também mostrou-se preocupado com a demora da classe patronal do comércio de Nova Andradina em fechar a CCT. Ele ressaltou que os trabalhadores estão sendo prejudicados com esse impasse e espera que a entidade patronal use o bom senso e resolva logo a questão.



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